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ela e tu
Agosto 19, 2008, 10:36 pm
Arquivado em: myself and i

E passo horas a supor se entras, quando e se vens. E espreito-me a pensar que se vieste foi por mim. Até que hoje não chegas, como ontem. E sinto-me parva por pensar que me dirias algo depois do presente deixado na tua caixa de papel. Talvez possas já ter percebido que te vejo sem defeitos. Correcção. Vejo-os a todos mas gosto de os ver. Não me afligem. Não me incomodam. Não me atormentam. És tu. Assim, imperfeito. Vejo-te sem defeitos porque ter não é defeito. Seria talvez se os escondesses.

E passo minutos a escrever-te. Sei lá se vais ler. Muito menos se irás perceber. Nunca entendeste o gesto. Porque não era contigo o que era com os outros. Porque tu não eras os outros. Uma resposta simples para o meu sentimento simples por ti. Não tem conjunturas, nem vírgulas, nem quês. Tem te a ti e a mim. Simples não é?

E fico segundos a pensar se publique algo tão pessoal e intransmissivel. Pensar se te digo, assim. Como quem escreve na parte de trás de um guardanapo de café um telefone. Espera… Será que me ligavas? Será que iriamos marcar um café num qualquer lugar comum?

Publicar?

sim.

Já está. É agora publico o que guardo de ti.



it’s a question
Agosto 19, 2008, 9:14 pm
Arquivado em: myself and i

If I kiss you where it’s sore

Will you feel better, better, better

Will you feel anything at all