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Colourful. In all the colours.
Passeio-me por aqui e escolho não ter de o fazer. Nem quero saber. Às vezes e por vezes até a vontade tira férias. A minha fez as malas e levou-O consigo. E nem me importo tanto assim.
E vou para casa sem ter passado o dia contigo e nem isso me faz menos nem mais. Continuo igualmente instável e particularmente EU.
AaH. Grito. Não tenho de te agradar. E andei a tentar fazê-lo. Não me perguntes razões. Salva-se ter-me encontrado no entretanto.
És tu que perdes e nem vais dar conta disso. Temos pena.
Hoje implico. Nunca te disse ser boa pessoa. Nunca te enganei com meiguices. Dei-te gestos que não soubemos guardar. Enfim.. Sabes ler nas entrelinhas? Lê esta: Tic-tac.
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A Rita já não tinha 13 anos. Nem 18, nem 20. O tempo passara-lhe bem e nem aparentava tanto. Mas gostava que a tratassem como a idade que tinha. E, no entanto, naquele Verão teimavam em não o fazer. Ela até gostava das conversas, admitia só para si. Fazia-lhe lembrar outros momentos que no fim de contas nunca tivera. Mas estranhava. Achava que tinha azar. Não era suposto ser ele a ser assim. Ela queria até ter mais maturidade. E um bocadinho de juizo a menos, é verdade.
Mas a Rita enervava-se com aquilo. Não percebia. E nunca gostara de não saber qual o jogo em que está e quais as peças que deve mexer. Sempre controlara, ou melhor, sempre manteve o controlo. Coisas quiçá demasiado diferentes para serem comparáveis. Lembra-se de algumas vezes em que se deixou levar. Não gostou. Talvez tivesse optado pelos momentos errados. E aí está, optara. Mais uma vez nada era assim tão espontâneo.
Naquele inicio de noite que evitava que chegasse ao fim, a Rita pensava em mil coisas. O que vestir amanhã?! Não tenho nada – talvez fosse a mais recorrente. Queria ser ela, mas gira. Queria ser discreta, mas de forma a captar um sorriso. Queria ficar no pensamento, sem ocupar comentários. Dificil a escolha. Como ela. Os amigos diziam que ela usava uma máscara e talvez fosse isso que atraísse alguns. Conhecer a Rita… seria assim tão difícil? Não. Ninguém queria era perder 5 minutos. E ainda assim, a Rita não se importava. O pouco que recebia era suficiente. Como aquele Verão e a relva. Era verde e era relva… molhada. Mas chegou para a fazer feliz. Chegou para nunca se esquecer que fora feliz. Com aquele odor fora feliz. E por isso sorria quando pensava na infância.
Já há muito que não se sente assim. Já há muito que não guarda um cheiro. Talvez a causa para ter deixado de acreditar nos sonhos. Continua a sonhá-los. Talvez ainda mais. Mas acaba a pensar que nenhum deles se vai realizar assim… perfeito. Mais-que-perfeito só nos verbos. Nunca na vida.